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Ceará trouxe o sabor do Nordeste quando se mudou para São Paulo. Hoje, sua comida é referência para os moradores do Jardim Santo Antônio

Texto e fotos por: Kemilly Bittencourt

  • Comida nordestina

Ao sair do terminal João Dias, não é difícil encontrar a rua do Ceará Porções. Agora, achar o bar já são outros quinhentos. A rua é uma ladeira e a cada passo tem um bar (é sério!). Contei oito bares ao longo da subida e, ao olhar dentro de cada um, minha expectativa aumentava junto com os meus passos. Enquanto o pensamento já estava na comida que iria saborear, olhava o ambiente ao redor e o pessoal dentro dos outros bares. Mas e o Ceará? Pedi informações para moradores e eles: “logo ali…”, “a tenda azul…” e, no fim da rua, encontrei. Com garrafas de pinga de decoração, o cheirinho do tempero do Nordeste, música típica e o que a gente sempre vê em bares de bairro: pessoal na mesa tomando uma e jogando conversa fora.

De Orós para a cidade grande, José Ferreira Júnior, mais conhecido como Ceará, veio para São Paulo em 1993 em busca de uma vida melhor. A história dele é a mesma de outros 1,5 milhão de nordestinos que vieram para São Paulo na década de 1990. É um costume bem paulistano chamar a pessoa pelo nome de seu estado de origem. Mas Júnior, nosso Ceará, não deixa de mostrar sua singularidade.

Ele mora na mesma rua desde que chegou. E foi lá que abriu seu estabelecimento em 2012. Em sua cidade natal, trabalhava na terra e sonhava em vir para a capital paulistana para trabalhar com comida. Durante 20 anos, ele e a esposa Marineide, que aprendeu a cozinhar com a mãe desde pequena, trabalharam em diferentes restaurantes até abrirem o seu próprio negócio.

“Vou abrir pra fechar”, pensava Ceará, sem fé. Acreditava que não aguentaria nem seis meses no local. Começaram com uma loja de salgados.

Hoje, depois de alguns anos, oferecem um amplo cardápio de comida nordestina com direito a galinha caipira, carne seca com mandioca e baião de dois todos os dias, além de mais de 30 opções de porção. O bar é tão conhecido na região que, mesmo sem fazer entregas, os clientes encomendam e fazem questão de buscar seus famosos pratos. Seu carro-chefe é o peixe: a tilápia frita e empanada servida com baião de dois. “Se faltar peixe eu nem posso abrir”, brinca Ceará. O tempero de Marineide é famoso, mesmo sem muito segredo: cebola, alho, coentro e cheiro-verde.

O casal faz o máximo para todos saírem dali satisfeitos. Não só em relação à comida, mas também aos serviços. “Fiz o bar que gostaria que fosse copiado”, relembra Ceará. Ele montou um lugar aconchegante onde não fez só clientes fiéis, mas também amigos. Quando fecha seu bar, vai em outro na mesma rua para beber com eles. Os clientes são reunidos em um grupo no WhatsApp, onde recebem cardápio, preço e horário de funcionamento
para ninguém ficar desapontado. “Agente tá aí, na luta”, define Ceará.

Preço Médio

R$30

Como Chegar

Descer na Parada Itapaiuna em frente ao terminal João Dias e subir a rua Manuel Homem de Andrade até a altura do número 269.

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Oh! Glória Artesanal Burguers

Começou com um investimento de R$ 500 em um espaço emprestado e mitou com hambúrguer caseiro e pão artesanal

Comida di Rei

O rei é o Reinilson, dono do restaurante que faz a melhor feijoada do campo limpo