Atividade

PINTANDO O CORPO

Checagem de sentido

Objetivo

É uma atividade que usa recursos plásticos para criar visualizações sobre o processo de cada aluno, que expressa em um desenho como está sentindo e significando o percurso até este ponto, incluindo seu momento pessoal, as relações de grupo e conexões com o tema. A leitura das visualizações é uma troca sobre cada um do grupo tanto quanto do grupo como um todo. O objetivo é revelar, legitimar e compartilhar para que o grupo e cada aluno possa se autorregular, sem que a equipe interfira neste processo de autoconhecimento, a não ser para ajudar a nomear e organizar ou impedir agressões e exclusões dentro do grupo.

Passo a passo

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Esta atividade permite que ao menos parte do processo pessoal e grupal sejam revelados, legitimados e compartilhados. É importante lembrar que em um percurso de formação integrada devemos levar em consideração que cada aluno tem um percurso singular e que, ao mesmo tempo, o grupo se encontra em um só processo. Esta atividade permite que cada aluno simbolize seu processo, as relações implicadas neste com outras pessoas e os conteúdos do tema explorado.

  • Processo pessoal: cada aluno pode entrar em contato com sentimentos e imagens que o ajudam a dar forma e sentido para seu percurso
  • Processo grupal: o grupo pode apreciar padrões que emergem da coleção de imagens, pode se apropriar de deslocamentos do coletivo, se está aberto ou fechado, se há divisões, se há harmonia ou desarmonia na diversidade, etc.
  • Relações com o tema: o grupo pode apreciar a importância dada ao tema no processo, se há resistĂŞncias, onde o tema “pega” nos afetos, etc.

 

O grupo pode apreciar seus próprios símbolos, sua própria estética e perceber o que esta revela para além de uma percepção conceitual e imediata. Podemos nos surpreender com o que vai dentro de cada um, com como as relações do grupo estão se dando e sobre como o grupo e cada um vive o tema.

Por se tratar de uma representação do corpo humano, as simbologias e metáforas sobre como cada parte é representada oferecem informações relevantes sobre o processo.

Além disso, é uma oportunidade da equipe se colocar como sujeito, expressando também seus símbolos e afetos sobre o processo.

 

Atividade:

Materiais necessários: o principal é que sejam oferecidos materiais diversos para interferências plásticas. Não há um critério exato para a escolha deste ou daquele material, o que interessa é que possam oferecer diferentes propriedades plásticas (riscadores, cores, texturas)

  • 1 folha de papel craft (0,8X2m) por pessoa (alunos e equipe)
  • Tintas diversas
  • Materiais com diferentes texturas (lixa, algodĂŁo, areia, serragem, papel picado, etc)
  • Cola branca
  • Recortes diversos de revista
  • Giz de cera
  • Lápis de Cor

    Etapas:

  • Fazer duplas
  • Uma pessoa deita sobre o papel enquanto o outro desenha o contorno de seu corpo
  • Troca para que cada pessoa receba o desenho do contorno de seu corpo
  • Cada pessoa pode entĂŁo interferir no desenho de seu prĂłprio corpo com os materiais Ă  disposição. A questĂŁo que orienta a intervenção pode ser algo do tipo: Como me percebo neste processo?
  • Cada um que vai terminando, dispõe seu desenho em uma parede
  • O grupo tem um tempo para apreciar cada desenho como em uma exposição, compartilhando livremente, questionando cada autor Ă  vontade.
  • O grupo entĂŁo aprecia a coleção de desenhos em conjunto. As questões que orientam essa apreciação pode ser algo do tipo: Que padrões emergem do grupo? Como esses padrões acontecem nas relações? Como o tema está aparecendo?
  • ApĂłs compartilhar sobre como o grupo se percebe, indicar sinteticamente os principais argumentos levantados: a partir das percepções deste momento, como cada um escolhe viver o percurso agora? Quais sĂŁo pontos de atenção para o grupo neste momento do percurso? O que precisamos regular?
  • Encerramento: em roda, cada um compartilha em uma palavra algo que foi revelado durante a atividade.

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